Advertisement
Usuarios
Zona Socios
Zona de Cooperación
EspañolEnglishPortuguês
Azores Occidental y Central
Geografía
Cómo llegar
Alojamientos
Servicios Turísticos
Consejos para Venir
Historia
Municipios
Puntos de Interés
Mapa
Álbum Fotográfico
Herencia Natural
Herencia Cultural
Productos Locales
Guía de Empresas
Enlaces de la Región
Historia PDF Print E-mail

O descobrimento e povoamento das Ilhas de São Jorge, Pico e Faial iniciou-se na primeira metade do século XV, cerca de 1460, com naturais do continente português. Em relação às Ilhas das Flores e Corvo, é ponto controverso a data do seu descobrimento, sabendo-se ter sido posterior às das restantes ilhas. A distância relativamente grande que separa estas últimas das demais, fez com que fossem primeiramente consideradas como um arquipélago à parte. Por outro lado as Ilhas de São Jorge, Pico e Faial estão localizadas tão próximas entre si que se avistam umas das outras. No entanto a Ilha de São Jorge, apesar da proximidade, estava administrativamente integrada no ex-distrito de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira).

Por volta de 1470 dá-se o povoamento das várias ilhas sobretudo por fidalgos flamengos, no caso de Flores, Faial e São Jorge. Nesta ilha, Velas recebia foral de vila antes do final do século XV, o Topo era sede de Concelho em 1510 e a Calheta em 1534. É igualmente no século XVI que as povoações de Lajes e Santa Cruz, na Ilha das Flores, recebem o foral de vila.

A Ilha do Pico que viria a ser incorporada na capitania do Faial, cedo tem nas Lajes a sua primeira vila, seguida de São Roque, em 1542. A Madalena ascende a vila em 1723, confirmando a sua importância económica como porto de ligação com o Faial, por onde se realiza o comércio com o exterior, e também como local de residência dos proprietários dos imensos vinhedos da zona, já então produtora de vinho. Os campos de lava transformam-se em pomares e vinhedos. O vinho Verdelho do Pico tem, durante mais de dois séculos, fama internacional, sendo apreciado na Inglaterra, Américas e Rússia, onde chegou à mesa dos czares. Em meados do século XIX, o ataque da doença Filoxera destroí as vinhas, sendo a sua recuperação lenta e feita em parte à base de novas castas.

As posições nacionalistas aquando da dinastia Filipina reflectiram-se em São Jorge que tomou o partido do pretendente D.António, Prior do Crato, só vindo a capitular, em 1583. Ainda neste ano, uma frota espanhola dirige-se ao Faial, acabando por conquistar a ilha.

A presença dos baleeiros americanos nas águas dos Açores, desde o final do século XVIII introduz um novo pólo de actividade nas Ilhas do Pico, Faial e Flores e até no Corvo, recrutando entre a população, marinheiros e arpoadores. A caça do cachalote representou durante anos, uma importante fonte de riqueza para as ilhas.

A 21 de Junho de 1832, Vila Nova do Corvo é elevada a Concelho, mercê obtida por Mouzinho da Silveira. Esta é a mais pequena e menos populosa vila de Portugal com pouco mais de 300 habitantes.

No século XIX, o Faial participa activamente nas lutas que opõem os liberais aos absolutistas, a favor dos primeiros, vindo a receber a visita do rei D.Pedro IV em 1832. A ilha contribui para a causa liberal com um arsenal que serviu para abastecer a frota que viria a desembarcar no Mindelo. No ano seguinte, em reconhecimento dos serviços prestados à causa liberal, a Horta ascende a cidade.

Em 1919 chega à Horta o primeiro avião a realizar a travessia do Atlântico. A sua situação excepcional determinou ainda que a Pan American aí instalasse a base dos "Clippers". Por este mesmo motivo foram aí instalados estações de cabos submarinos intercontinentais inglesas, americanas, francesas, alemãs e italianas. A presença dos estrangeiros na ilha influenciou grandemente os hábitos e modos de vida da população, levando a uma abertura das mentalidades. Nas duas Grandes Guerras, a Horta teve igualmente um papel de relevo, como base naval, tendo sido abrigo da frota aliada que participou na invasão da Normandia. Seria também aqui que a Rádio Naval Portuguesa instalaria uma base, ainda hoje em funcionamento. Por sua vez, a presença de uma estação de telemedida, na Ilha das Flores, abriu novos horizontes ao progresso da ilha.

No final da década de 50, perto do Ilhéu dos Capelinhos, acerca de 1 km da costa, verificou-se uma erupção vulcânica que projectou enormes quantidades de cinzas a grande altitude, emitiu vapores de água, e veio a formar uma pequena ilha que, mais tarde, se uniu através de um istmo à Ilha do Faial. Este acontecimento associado aos incentivos por parte dos Estados Unidos e Canadá face à emigração, levou ao êxodo da população que atingiu índices elevados.

Actualmente, os serviços governamentais estão descentralizados pelas várias ilhas, incluindo o Corvo. O Faial é hoje sede do Parlamento Regional dos Açores, sendo igualmente nesta ilha que se encontra sediada a ADELIAÇOR.